ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil

Enviada em 27/07/2020

Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que o Desafio para a Formação Educacional de Surdos no Brasil apresenta barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto tanto da falta de profissionais capacitados referente ao estudo de libras, quanto a falta de iniciativas de inclusão social nas instituições educacionais. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim do pleno do funcionamento da sociedade.                    Precipuamente, é fundamental pontuar que a má formação educacional de surdos no Brasil deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Segundo pensador Thomas Hobbes o estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Devido ausência de atuação dos profissionais voltados para a língua de sinais, o que leva muitas das vezes a evasão escolar dos deficientes auditivos. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.

Ademais, é imperativo ressaltar a inexistência de recursos nas escolas, como a tecnologia, que é a grande aliada da educação. Partindo desse pressuposto é inegável que os surdos enfrentam barreiras diariamente. Tudo isso retarda a resolução do empecilho, já que a falta de recursos contribui para a perpetuação desse quadro deletério.

Assim, medidas são necessárias para conter o avanço da problemática na sociedade brasileira. Dessa forma, o MMFDH, Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, deve promover recursos tecnológicos nas instituições escolares por meio de informática especiais com objetivo de garantir melhorias nos ensinos. Também é de suma importância que o Ministério da Educação se encarregue de exigir nos cursos de letras o aprofundamento da língua de sinais por meio de maior carga horária de aulas com objetivo de termos profissionais capacitados no futuro.