ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil
Enviada em 09/08/2020
Os surdos só começaram a ter acesso à educação durante o Império no governo de Dom Pedro II, até os dias atuais não houve grande evolução na formação de deficientes auditivos no Brasil, que se encontra escassa e com uma série de empecilhos. Sob a perspectiva de São Thomás de Aquino, todos os indivíduos de uma sociedade democrática possuem a mesma importância além dos mesmos direitos e deveres. No entanto, a lenta mudança de postura dos Governantes e ministros da Educação dificultam a resolução dessa problemática, o que gera um grave problema de inclusão. Com isso, surge a problemática da dificuldade dos surdos de obterem a formação educativa de qualidade.
Machado de Assis em ‘‘memórias póstumas’’ expõe, por meio da repulsa do personagem principal em relação á deficiência física (ela era ‘‘coxa’’) forma que o brasileiro se referia aos deficientes. Mesmo após os avanços que obtiveram nos direitos desses cidadãos, o preconceito é permanente e se reflete na precária condição de educação e trabalho ofertada aos surtos no País. Em consequência disso, os deficientes auditivos encontram inúmeras dificuldades em variados âmbitos de suas vidas. Um exemplo disso é a custosa inserção dos surdos no mercado de trabalho, devido à precária educação recebida por eles e ao preconceito intrínseco à sociedade brasileira. De acordo com as ideias de John Locke, configura-se uma violação do “contrato social”, já que o Estado não cumpre sua função de garantir que tais cidadãos gozem de direitos imprescindíveis (como direito à educação de qualidade) para a manutenção da igualdade entre os membros da sociedade, o que expõe os surdos a uma condição de ainda maior exclusão e desrespeito.
Faz-se necessário que a Escola promova a formação de cidadãos que respeitem às diferenças e valorizem a inclusão, por intermédio de palestras, debates e trabalhos em grupo, que envolvam a família, a respeito desse tema, visando a ampliar o contato entre a comunidade escolar e as várias formas de deficiência. Além disso, é imprescindível que o Poder Público destine maiores investimentos à capacitação de profissionais da educação especializados no ensino inclusivo e às melhorias estruturais nas escolas, com o objetivo de oferecer aos surdos uma formação mais eficaz e de acordo com suas necessidades.
Sendo assim, cabe ao poder publico incentivar a contratação de deficientes em empresas privadas e por meio de subsídios e Parcerias Público-Privadas, com objetivo de de ampliar a a participação desse grupo social no mercado de trabalho. Dessa forma, será possível reverter um passado de preconceito e exclusão, narrado por Machado de Assis, e ofertar condições de educação mais justas a esses cidadãos.