ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil
Enviada em 04/09/2020
Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é representada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela falta de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que a formação educacional dos surdos apresenta barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de More. Esse cenário contraditório é resultado tanto da falta de atuação do governo, quanto da não compreensão da língua de sinais pela maior parte dos estudantes. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade.
Convém ressaltar, a princípio, que a diminuição na formação educativa dos surdos deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que refere-se à criação de mecanismos que impeçam tais recorrências. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Devido à falta de atuação das autoridades, uma parcela dessa minoria deixa de frequentar as salas de aula, em razão da falha na preparação da escola para a recepção desses alunos de forma correta.
Ademais, é inegável evidenciar a ausência da comunicação como promotor do problema. De acordo com Zygmunt Bauman, sociólogo polonês, a falta de solidez nas relações sociais, políticas e econômicas é a característica da “modernidade líquida” vivida no século XXI. Diante de tal contexto, os alunos surdos nas escolas não são devidamente inclusos no corpo discente por não serem capazes de se comunicar com os outros alunos. Desse modo, faz-se necessário a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.
Portanto, para acabar com os desafios enfrentados pelos deficientes auditivos na formação educacional, medidas devem ser tomadas. O Ministério da Educação deve inserir aulas de língua de sinais na grade curricular do ensino fundamental por meio de um projeto de lei a ser entregue à Câmara de deputados. Nele deve constar que, durante a semana haverá de uma a duas aulas de Libras, com finalidade de incluir os alunos surdos no corpo estudantil. Dessa forma, a barreira que impede a concretização dos planos de More será rompida.