ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil

Enviada em 14/09/2020

Diante das mazelas que assolam o século XXI, os desafios para a formação educacional dos surdos ameaça à qualidade de vida desses cidadãos brasileiros. Entender esse fato é reconhecer a herança secular de discriminação, bem como notar a tardia inclusão social dessas vítimas da deficiência auditiva na educação do país. Faz-se necessário, portanto, políticas públicas e pedagógicas para a solução desse problemática.

Parafraseando o cientista alemão Albert Einstein, é mais difícil quebrar um átomo do que romper um ideal preconceituoso. Essa afirmação é certeira na esfera social brasileira, haja visto que os deficientes auditivos são vítimas de discriminação e exclusão, o que agrava o processo de formação educacional desses indivíduos. Com isso, é possível notar, por exemplo, que desde 2012, há uma crescente queda no número de matrículas de deficientes auditivos nas escolas de educação básica no país, segundo o Inep.

Outrossim, é possível afirmar que a tardia inclusão dos surdos na educação brasileira denuncia outro desafio da formação educacional desses cidadãos. Esse fato é confirmado com a concretização da primeira instituição educativa direcionada aos deficientes auditivos, que ocorreu apenas em 1857, além do recente reconhecimento da linguagem dos sinais (Libras) como segunda língua brasileira, segundo dados do Governo Federal. Essas medidas tardias, representam, portanto, um atraso na promoção da educação a esses indivíduos.

Conclui-se que é necessário intervir nas questões sociais para o trato do tema em questão. Faz-se necessário que o Governo Federal, em parceria com as grandes mídias do país, divulgue e promova a inclusão social dos surdos na educação, bem como por meio da ampliação de vagas destinadas a esses deficientes nas escolas e nas universidades, por exemplo, objetivando maior inclusão social e educacional desses cidadãos. Além disso, cabe às escolas, enquanto formadoras de opiniões, a minimização do preconceito histórico, por meio de projetos educacionais, culturais, esportes e medidas didáticas, bem como a promoção de reforços pedagógicos, se necessário, com a finalidade de garantir equidade, o acesso a educação e a formação profissional digna aos deficientes auditivos. A somatória dessas medidas minimizaria as dificuldades da formação educacional no país, bem como garantiria igualdade e qualidade de vida, o que é indispensável em uma sociedade que se rotula democrática.