ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil

Enviada em 24/09/2020

Segundo o artigo 205 da Constituição Federal, a educação é direito de todos e dever do Estado e da Sociedade. Entretanto, no Brasil, os surdos enfrentam inúmeros desafios para ingressar no sistema educacional. Esse quadro é consequência da ineficiência do governo e da  mentalidade individualista da população. Desse modo, é evidente a necessidade de medidas para a inclusão de deficientes auditivos nas escolas.

Em primeiro lugar, vale ressaltar a deficiência do Estado em formar professores intérpretes de libras. De acordo com o INEP (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), apenas 12% das universidades federais oferecem a graduação em língua brasileira de sinais. Nessa perspectiva, devido a falta de atuação das autoridades, a maioria dos professores não conseguem se comunicar adequadamente com os alunos não ouvintes, o que impossibilita o processo de aprendizagem. Sendo assim, os surdos encontram-se à margem da sociedade.

Outrossim, a forte mentalidade individualista da sociedade também pode ser apontada como responsável pelo problema. Conforme o pensamento marxista, não priorizar o bem-estar coletivo gera inúmeros malefícios para a sociedade. Sob tal ótica, o desinteresse da população em aprender libras faz com que os surdos sintam-se excluídos da comunidade escolar, pois  não é possível a comunicação com os demais. Assim, acentua-se a evasão escolar entre os não ouvires.

Infere-se, portanto, que medidas devem ser tomadas para driblar os desafios na formação educacional de surdos. Para isso, o Governo Federal deve incluir o curso de graduação em libras em todas as universidades federais, por meio de maiores investimentos direcionados à educação, para formar professores capazes de se comunicar com os deficientes auditivos. Além disso, o Mistério da Educação deve implementar  a libras entre todos os alunos, por meio da criação no currículo escolar da matéria de linguagem em libras, para que os não ouvintes sintam-se incluídos na comunidade escolar.