ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil

Enviada em 09/10/2020

A República Federativa do Brasil é um Estado democrático, cujo terceiro artigo de sua Carta Magna visa a sociedade livre, justa e solidária; tendo, portanto, como um de seus pilares o acesso à educação. Entretanto, os desafios para a formação educacional dos surdos provam o insucesso do poder público no cumprimento das normas.

Em primeiro lugar, cabe mencionar o poder transformador que o acesso ao ensino pode proporcionar. Parafraseando o educador brasileiro Anísio Teixeira, educação é vida no sentido mais autêntico da palavra. Sob o mesmo ponto de vista, quando o conhecimento é transmitido de forma eficaz, ele é capaz de gerar senso crítico, melhores profissionais para o mercado de trabalho, mais autonomia para os cidadãos, logo, também melhor qualidade de vida.

Ademais, é fulcral supracitar a conduta governamental frente ao impasse. De acordo com o filósofo germânico Hegel, o Estado é pai do povo e cabe a ele cuidar de seus filhos. Consoante a isso, o Constituição de 1988 - lei máxima e suprema do Brasil - garante direitos iguais à coletividade e o acesso a educação para os surdos. Conquanto, segundo dados fornecidos pelo Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, do ano de 2011 ao ano de 2016 o índice de alunos com deficiência auditiva matriculados na educação básica teve queda. Dessa forma, se torna evidente o descaso com essa parcela da população.

Averigua-se, desse modo, que medidas efetivas precisam ser tomadas para minimizar a questão. O Poder Executivo na figura de Ministério da Educação, deverá aumentar o número de professores especializados em educação inclusiva nas escolas. Além disso, a língua brasileira de sinais passará a ser disciplina obrigatória, com o intuito de aumentar os falantes, melhorando a comunicação e interação dos surdos com os demais indivíduos. A mídia, deverá criar campanhas informativas disseminando o valor da educação, a fim de diminuir a evasão escolar.