ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil
Enviada em 12/10/2020
O acesso à educação é direito de todo cidadão segundo a Constituição de 1988. A mesma deve ser inclusiva para que possa alcançar à todos de forma igualitária, visando o crescimento intelectual do indivíduo. No entanto, o acesso a ela vem decaindo nos últimos anos por parte daqueles que possuem uma condição física especial, como os surdos, criando uma sociedade mais desigual e exclusiva.
Na Grécia Antiga, os filósofos afirmavam que a educação deveria ser para todos, mas isso não tem acontecido na prática, já que os índices de alunos surdos matriculados em escolas, principalmente públicas, vem decaindo ao longo do tempo. As escolas tem o papel de promover um cidadão com pensamento mais crítico, capacidade de debater e profissionais de excelência, mas se isso não tem sido oferecido a minoria, cria-se uma sociedade intelectualmente desigual, dificultando a entrada de surdos no ensino superior e consequentemente no mercado de trabalho.
A falta de infraestrutura nas redes de ensino e de profissionais qualificados para atender às necessidades desses alunos, tem causado um efeito negativo e prejudicial para aqueles que, por direito, devem ter acesso a educação básica. A escassez ou até mesmo a falta de materiais específicos podem trazer consequências irreversíveis se não tratadas o quanto antes.
Assim sendo, para reverter a realidade atual, o Ministério da Educação pode implementar nas escolas já na educação de base programas de inclusão social, professores formados em Língua de Sinais (Libras) e materiais específicos para a formação de estudantes surdos. A conscientização através da inclusão de pessoas surdas nas escolas desde cedo, gera profissionais mais cientes e inclusos, e um futuro mais igual e com mais oportunidades para todos.