ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil
Enviada em 15/10/2020
A constituição, de 1988, prevê a todo cidadão o direito à saúde, habitação e educação. Em oposição a isso, os surdos enfrentam desafios para ter acesso à uma educação de qualidade gerando uma exclusão social, um problema que se agrava ano após ano. Nesse sentido, convém analisar as principais causas, consequências e provável medida relacionada a esse fenômeno.
Em primeira análise, é importante ressaltas que o principal fator é a negligência governamental na formação dos professores, que em sua maioria não tem acesso à um curso de Libras durante a sua graduação. Quando tem acesso é um curso pouco prático e limita-se a cumprir uma carga horária sem se preocupar em formar profissionais da educação capacitados que lecionarão para os surdos. Apesar de ser a segunda língua oficial, do Brasil, ela sequer é mencionada criando, assim, uma cultura de inexistência de pessoas com deficiência. Porém, fechar os olhos para um problema não faz com que ele desapareça.
Por conseguinte, há a falta de estrutura das escolas e, também, do Estado para recepcionar e acolher os estudantes que apresentem tais limitações. De acordo com o filósofo alemão, Habermas, incluir não é só trazer para perto, mas também respeitar e crescer junto com o outro. Entretanto, o que se vê nas escolas é o despreparo das instituições, dos professores e a ausência de uma comunicação satisfatória em Libras, inclusive entre os alunos que em sua maioria não têm conhecimento da existência da língua. Além disso, esses problemas tornam a convivência difícil e faz com que muitos alunos com deficiência tenham dificuldade no aprendizado e sofram preconceitos por parte dos colegas e de alguns professores.
Portanto, para que as prescrições constitucionais não sejam apenas teóricas, mas se tornem medida prática, é necessário uma ação mais organizada do Estado. Assim, o Ministério da Educação em parceira com as instituições de ensino devem tornar obrigatório o curso de Libras em todos os níveis de ensino educacional, por meio de aulas inseridas na grade curricular do aluno, com atividades voltadas a comunicação e a socialização com os deficientes auditivos. Espera-se, com isso, uma maior inclusão social.