ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil

Enviada em 18/11/2020

De acordo com o sociólogo Durkheim, a sociedade funciona como um corpo biológico, pois, assim como este, é formada por partes que interagem entre si. Nesse contexto, fica claro que, ao mesmo modo de um organismo, o corpo social precisa de que todas as suas partes funcionem em harmonia para não entrar em colapso. Contudo, é preciso admitir que a formação educacional de surdos no Brasil passa por muitos desafios, por isso, faz-se necessário o debate sobre a aplicação dos direitos constitucionais e a implementação de medidas efetivas para reverter tal cenário.

É perceptível que, no caso do Brasil, a questão da aplicação constitucional esteja entre as causas do problema. De acordo com Aristóteles, a justiça deve ser utilizada para que, por meio da aplicação plena das leis (as quais devem prezar as virtudes éticas), o equilíbrio seja alcançado no meio social. Embora haja leis que são responsáveis por proteger os deficientes auditivos, não tem muita fiscalização quanto ao seu cumprimento. Com isso, persiste o desrespeito aos direitos das minorias da sociedade envolvida, impedindo os surdos de exercer seus direitos de cidadania.

Em conformidade com Max Weber, as experiências pessoais influenciam mais nas ações dos indivíduos do que as regras gerais. Ao seguir esse pensamento, observa-se que a ideia de rejeitar os surdos tem sido passada de geração em geração, o que comprova o desrespeito aos direitos dessa população. Esse desprezo se manifesta tanto na falta de recursos de tecnologia assistiva quanto na exclusão do grupo do mercado de trabalho, o que mostra uma sociedade que se diz civilizada, mas sustenta atitudes que levam à recessão.

Portanto, diante de todos os fatos expostos, é de extrema importância atitudes que visam soluções para o impasse. Sendo assim, cabe ao Ministério da Educação promover a capacitação de professores para auxiliar alunos surdos e investir em materiais mais adequados para facilitar a inserção efetiva no processo de ensino. E cabe à mídia incentivar a tolerância por meio de ficções que contenham personagens surdos para minimizar a discriminação contra este grupo, para que, no futuro o Brasil seja um país mais desenvolvido socialmente.