ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil

Enviada em 22/11/2020

Promulgada em outubro de 1988, a Constituição Federal reza, em seu artigo 205, que a educação é um direito de todos e deve ser promovida e incentivada com a colaboração da sociedade. Todavia, os desafios para a formação educacional de surdos no Brasil tecem uma realidade que vai de encontro ao famigerado documento. Tais adversidades, no que lhes dizem respeito, são refletidas na carência de instituições especializadas e na negligência da sociedade no que tange à inclusão.

Nesse sentido, torna-se válido ressaltar que a falta de instituições especializadas e preparadas com instrumentos auxiliadores, como a presença de um intérprete, para o acolhimento de alunos com a deficiência auditiva afasta, de certo modo, os estudantes surdos das escolas, como afirma O Tempo, portal digital de notícias. Dessa maneira, tal falta de acessibilidade não só impede que o indivíduo adquira conhecimento para a sua formação, como também desrespeita o que está previsto na Constituição brasileira, o que é inadmissível para a vida em sociedade.

Nesse mesmo prisma, faz-se mister salientar que, na física, muito se estuda a terceira lei de Newton, na qual para toda ação existe uma reação de mesma intensidade. Fora das ciências da natureza, essa atribuição científica também se aplica nos obstáculos para a educação dos surdos, uma vez que a negligência social, no tocante à inclusão - ação -, como a depreciação da legislação, que garante um ensino de qualidade aos surdos, também impacta na sua formação - reação -, não apenas na esfera educacional, como também na social.

Portanto, infere-se que, por certo, há inerciais desafios para a formação educacional dos surdos na sociedade brasileira. Logo, cabe ao Ministério da Educação implementar o que está previsto na legislação, como a Lei 13.146, por meio de investimentos em materiais didáticos adaptados, traduzidos para a linguagem de sinais, e em professores de Libras, com o fito de garantir a inclusão do aluno portador da deficiência, efetivar o aprendizado e tornar a convivência mais harmoniosa e justa.