ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil
Enviada em 19/11/2020
Segundo a declaração universal dos direitos humanos, promulgado pela ONU, após a Segunda Guerra Mundial, todo indivíduo possui direito à educação. Contudo, tal garantia é desrespeitada quando se observa os inúmeros obstáculos na formação educacional de surdos no Brasil. Nesse contexto, percebe-se que a falta de preparo das instituições de ensino e os diversos tipos de preconceito contra os portadores dessa deficiência acentuam os desafios educacionais para essa minoria.
No ponto de vista do filósofo Immanuel Kant “O ser humano é aquilo que a educação faz dele”. Portanto, esse pensamento evidencia o quanto é necessário um ensino de qualidade na formação individual, visto que, pessoas mais instruídas tende a lidar melhor com as dificuldades impostas a elas ao longo de suas vidas. Entretanto, os brasileiros estão a mercê de um sistema de ensino extremamente precário, principalmente para deficientes físicos, como as pessoas surdas, uma vez que, poucas são as escolas e instituições que oferecem um professor ou tradutor de libras.
Acima de tudo, cabe destacar, que de acordo com o artigo 5 da constituição federal, todos são iguais perante à lei. Contudo, na prática, ainda há muita segregação social, principalmente quando se trata dos portadores de deficiência. No entanto, nota-se que, além do desafio da educação, a comunidade surda também tem que enfrentar o preconceito social, por exemplo no mercado de trabalho no qual há o pré-julgamento de uma empresa ao achar que um profissional, somente por ser deficiente, não é competente o suficiente para exercer tal função.
Posto isso, é evidente, que medidas concretas devem ser tomadas com o intuito de fazer com que a declaração universal dos direitos humanos não fique só na teoria. O governo federal através do Ministério da Educação deve promover projetos a fim de disponibilizar cursos profissionalizantes visando a capacitação dos educadores, oferecendo-lhes por exemplo, curso de libras. Não obstante, é fundamental que haja mais centros de ensino especializados em pessoas com necessidades especiais, visando a integração de todos à educação, promovendo assim, uma sociedade mais justa e igualitária.