ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil

Enviada em 16/11/2020

No período histórico conhecido como Antiguidade Clássica, ou mais precisamente na cidade-estado de Esparta, todas as crianças deficientes foram assassinadas porque, segundo a cultura espartana, não eram adequadas para esta sociedade. Nesse contexto, o Brasil coincide com a escola grega, promovendo a exclusão dos deficientes auditivos da vertente educacional, confirmando assim a contextualização da problemática no atual contexto nacional. Portanto, é importante analisar as razões para a manutenção do quadro de membros segregado atual.

Em primeiro lugar, a exclusão educacional dos surdos deve ser considerada como um acréscimo à inefetividade da integração das políticas públicas no estado. Para Kant, o filósofo alemão, o homem é o que a educação o faz. Logo a importância da educação é vista como uma ferramenta de ascensão social e também um meio de desenvolvimento. No entanto, o Brasil caminha em uma direção contrária ao pensamento kantiano, pois se desvia em larga escala da ordem máxima vigente, que é a Constituição Federal, impedindo o acesso à educação necessária para essa parte da sociedade, por meio da inadequação das escolas públicas, cujas estruturas não incluem o casamento de Libras, por exemplo. É, portanto, inaceitável que as necessidades especiais não façam parte das prioridades do Estado democrático de direito, ao contrário da sua própria constituição em primeiro lugar.

Além disso, a falta de mercado profissional para os poucos deficientes auditivos que conseguem superar o cansaço governamental contribui definitivamente para a invisibilidade do problema. Os preconceitos estabelecidos no setor de trabalho justificam tal processo, pois impossibilitam o emprego dessa parte social, mesmo que seja qualificada para essa função. Portanto, é importante que os surdos ganhem altos empregos, ganhando importância e influenciando positivamente nas mudanças perceptivas que os afetam.

Portanto, são necessárias medidas para sair do impasse. É responsabilidade do Ministério da Educação, em cooperação com os estados por meio de um programa de educação inclusiva, promover reformas escolares com fio pedagógico explicando aos professores de línguas estrangeiras por meio de cursos livres para que os deficientes auditivos se sintam compreendidos e respeitados pelo sistema de governo. Além disso, o Ministério do Trabalho pode reduzir a carga tributária das empresas privadas que desejam contratar surdos treinados e qualificados para o desempenho de suas funções, estimulando a imersão e o avanço na carreira, inspirando outras pessoas.