ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil
Enviada em 23/11/2020
A educação é um direito de todo brasileiro, isso inclui uma educação especial para deficientes. Embora a constituição afirme isso, é de senso comum a identificação da falta de uma educação especial de qualidade em escala nacional. A dificuldade de pessoas deficientes, como por exemplo os surdos, iniciarem a vida escolar ou serem aceitos no mercado de trabalho é enorme. Dessa forma, seja pela falta de oportunidades oferecidas aos deficientes no âmbito escolar, seja pela difícil inserção desse público no mercado de trabalho a inclusão social dessas pessoas é necessária e precisa ser discutida.
A priori, deve ser dito que os deficientes auditivos sofrem com a escassez de oportunidades oferecidas em escolas de ensino básico. Um motivo é a escassez de profissionais adequados para educar pessoas surdas, fato esse comprovado pela pesquisa realizada pelo senso escolar de 2019 que afirma que 44% das escolas não possuem nenhum recurso de acessibilidade a educandos com necessidades especiais. Somado a isso, existe o pouco incentivo oferecido pelo governo, o que torna escolas ainda mais despreparadas, tornando difícil a inclusão de um aluno surdo em uma sala de aula comum e dessa maneira corroborando para a manutenção desse impasse que urge ser resolvido.
Além disso, quando alguém com problema de surdez supera todos os obstáculos para se formar e conseguir ingressar em uma faculdade e de fato obter um diploma, inicia-se outra difícil jornada, que é a busca por uma oportunidade no mercado de trabalho. A dificuldade com relação a essa questão, está ligada à comunicação que é necessária num ambiente de trabalho e que no entanto a maioria das empresas não possuem a capacidade de implementar para abarcar pessoas surdas, impossibilitando recebe-las como funcionárias. Tal fato se comprova quando apenas 37% dos surdos no Brasil estão inseridas no mercado de trabalho, segundo pesquisa do instituto locomotiva.
Portanto, sabendo que o direito da educação é para todos e conhecendo a luta pela inclusão de surdos na escola, o governo deve incentivar na formação de professores capazes de se comunicar pela língua de libras, facilitando assim a interação de deficientes auditivos em salas de aula comum. E o ministério da educação deve implementar o currículo escolar com a matéria de linguagem em libras, de forma que possa ser possível a comunicação entre os alunos comuns e com deficiência. Assim, essa situação vivida por surdos, poderá ser superada e eles poderão, enfim, ser educados com qualidade e conseguir a formação escolar que é direito de todos.