ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil
Enviada em 19/11/2020
Na Grécia Antiga, o cenário das pessoas que sofriam com deficiências era o de completo abandono, total isolamento ou, em casos extremos de intolerância, até o sacrifício. Contudo, mesmo após diversos avanços quanto à aceitação das diversidades entre os indivíduos e a superação da invisibilidade social que era comum no histórico da humanidade, a inclusão de surdos no âmbito escolar é um impasse. Dessa forma, é notório que o ensino destinado a essa minoria é defasado e necessita de melhorias.
Em primeiro plano, é válido analisar a fala do filósofo Sêneca, que afirmava que a educação exige maiores cuidados, pois influi sobre toda a vida. Assim, é notório que para que ocorra a formação educacional de qualidade desses indivíduos, a capacitação de profissionais é indispensável. Entretanto, tal fato se difere da realidade, uma vez que ainda existem poucas pessoas especializadas dentro das escolas. Ademais, para que exista boa comunicação entre todos os alunos, é preciso ser ensinado aos demais estudantes o básico da Língua Brasileira de Sinais (Libras), o que ainda é um desafio no processo de inclusão.
Em consequência disso, nota-se a defasagem no ensino destinado a esse indivíduos. Desse modo, a cobrança das famílias passam a ser maior quanto ao investimento governamental em uma educação de qualidade e igualitária. Tal fato se dá, pois é dever do Estado e da família garantir o direito de uma boa formação escolar, como assegurado na Constituição Federal de 1988, o que evidencia a necessidade de superar os desafios apresentados. Outrossim, é preciso mudar a mentalidade ultrapassada de visualizar essas pessoas como menos capacitados, pois mesmo quando estão inseridos no ambiente escolar, sofrem com intolerâncias e preconceitos.
Portanto, medidas são necessárias para mudar o impasse. Cabe ao Ministério da Educação (MEC) investir em projetos, dentro das escolas, que capacitem os profissionais para a ministração de aulas que obtenham a participação de alunos surdos. Assim, por meio de cursos, que serão incluídos na carga horária escolar, os professores devem obter maior conhecimento, além de criarem momentos com todos os estudantes, durante as aulas, para ensinarem o básico de Libras. Além disso, assuntos como intolerância e preconceito devem ser tratados durante as aulas, explicitando a necessidade de respeito as diversidades. Destarte, espera-se que a formação escolar de surdos seja ampliada e supere os desafios apresentados.