ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil

Enviada em 24/11/2020

No Brasil, os surdos principais dificuldades devido à falta de acesso à educação. Portanto, eles só puderam ser usados ​​durante o período imperial sob o governo de Dom Pedro II, criando assim a primeira escola para surdos. Porém, somente em 2002, de acordo com a Lei nº 10.436, a Língua Brasileira de Sinais (comumente conhecida como “Libras”) foi reconhecida como a segunda língua oficial do Brasil. Nesse sentido educação é um direito constitucional de todos, não podendo discriminar nenhum cidadão por causa de qualquer deficiência biológica.

Dessa forma, mesmo sendo garantia constitucional, a educação inclusiva é um grande desafio brasileiro. Consoante ao Ministério da Educação, em 2003, apenas 665 surdos frequentavam a universidade. O que ajuda a explicar a queda de mais de 10% nas matrículas de alunos surdos em classes comuns segundo o INEP, é que segundo pesquisa publicada pela UFRJ, em escolas comuns, os estudantes surdos têm desempenho 12% inferior aos outros alunos e que mais de um terço dos professores admitiram não estar preparados para lidar com esses alunos.

Além disso, vale mencionar que uma oferta limitada de escolas especiais impede que os surdos recebam educação de qualidade. As pesquisas da USP apontam para esta situação, ao indicaram que o número de crianças com deficiência auditiva em idade escolar aumentou cerca de 17% na última década e a rede profissional não tem esse aumento. Essa falta de opção afeta diretamente a vida do aluno deficiente auditivo, relação prejudicial e óbvia, pois na falta de apoio profissional ele desistirá dos estudos ou irá para uma escola normal, onde definitivamente não se adapta pela falta do ensino da língua de sinais.

Portanto, o Ministério da educação deve implementar um programa de inclusão que promova a capacitação dos educadores para que saibam lidar com alunos deficientes e que sejam fluente em Libras. Ademais, o programa também deve incluir a Libras como matéria obrigatória nas escolas, para então promover melhor comunicação dos surdos.