ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil
Enviada em 20/11/2020
Promulgada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à educação. Em contrapartida, o sistema educacional brasileiro se encontra defasado no que diz respeito aos deficientes auditivos. Nesse contexto surgem desafios que devem ser superados para que uma sociedade melhor seja alcançada.
Primeiramente, cabe ressaltar que a deficiência auditiva é a perda bilateral, parcial ou total da audição e a Língua Brasileira de Sinais (Libras) é a forma de comunicação utilizada pelos surdos. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, existem mais de 10 milhões de pessoas com deficiência auditiva no Brasil. Assim sendo, há enorme necessidade de adaptação no meio educacional do país a fim de inserir essas pessoas na sociedade com mesma igualdade entre as demais.
Ademais, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) 9.394/96 estabelece obrigatoriedade de tradutor de Libras em sala de aula. Segundo o site Nova Escola, estima-se que no Brasil todo exista apenas 230 intérpretes de Libras capacitados em sala de aula. Portanto, evidencia-se a falta de investimentos para tornar acessível a educação a todos e diminuir a evasão escolar, que, conforme o blog We Are Human, se acentua diante das dificuldades que levam a desmotivação por parte dos estudantes, que se sentem incapazes, especialmente por constatarem que o restante da turma não encontra as mesmas dificuldades que ele.
Em virtude dos fatos descritos, fica evidente que medidas devem ser tomadas para reverter a situação. O Estado deve investir em políticas que visem melhorar o sistema de educação como o Instituto Nacional de Educação de Surdos (INES) e a criação de escolas para surdos, além de efetivar a LDB 9.394/96 investindo na capacitação dos professores em Libras tanto no ensino fundamental e médio quanto no técnico e superior por meio do Ministério da Educação. Desse modo, será possível assegurar uma sociedade inclusiva para os deficientes auditivos e um país melhor.