ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil

Enviada em 17/11/2020

Na Idade Média, os deficientes, os surdos eram executados por serem considerados defeituosos (devido ao paradigma da época). Atualmente, apesar do princípio da igualdade na Constituição brasileira, que confere às pessoas com deficiência o direito de educar, poucas instituições se dispõem a receber educação para pessoas com deficiência. Em seguida,  é necessário discutir como resolver esse problema de forma adequada.

De antemão, vale lembrar que o artigo 27 da Constituição de 1988 tornou a educação de qualidade direito de toda pessoa com deficiência. Porém, segundo levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, IBGE, para cada 120 pessoas com deficiência, apenas 2 estão matriculadas. Esses dados mostram que, atualmente, os direitos constitucionais dos surdos não são garantidos. Os surdos só podem se formar se se adaptarem às instituições de ensino.

Além disso, mesmo que o surdo frequente uma escola brasileira, esses cursos não podem ser aceitos porque, segundo o Inep, em 2013, apenas 8.000 em cada 25.000 salas podiam acomodar deficientes. Para Aristóteles, devemos tratar a igualdade em termos de desigualdade e tratar a desigualdade igualmente. Portanto, é necessário fazer mudanças para que os surdos-mudos possam participar da sociedade.

Torna-se evidente, portanto, que para tornar o ensino acessível e inclusivo a todos, medidas são necessárias. O governo em parceria ao MEC - Ministério da Educação - deve sancionar um projeto de lei que obrigue às instituições de ensino não só a ter salas especiais prontas para ensinar um deficiente, como também adaptar a instituição ao Sistema Braille. Além disso, a escola deve contratar profissionais especializados em Libras, ensinando a todos no colégio a fim de incluir socialmente o surdo. Assim, ter-se-á igualdade de ensino a todos.