ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil
Enviada em 17/11/2020
É de fundamental importância para a compreensão de todos que de acordo com a constituição Federal de 1988, todos os indivíduos possuem o direito a educação básica, e a educação especial aos alunos que dela necessitam. Entretanto, é nítida a falta de comprometimento do Estado em garantir tal direito seja na escola ou no trabalho, visto que, na prática educacional os surdos sofrem com a pouca ou até mesmo falta de oportunidade de estudar. Somando-se a isso temos ainda o preconceito por parte da população com estes indivíduos.
Em primeiro lugar, constata-se que a inclusão do surdo é um processo lento e gradual que vem ocorrendo ao longo dos séculos. Na idade média, os deficientes, como os surdos, eram executados por serem considerados - devido aos paradigmas da época – defeituosos. No século XXI, essa barbárie não acontece, contudo é notório a falta de profissionais e cidadãos preparados para lidar com essa diferença. Nesse contexto, além das adversidades enfrentadas fora do ambiente estudantil, dentro das escolas o fato de não ter professores que saibam Libras limita o aprendizado dos deficientes auditivos.
Em segundo lugar, é evidente que a falta de representatividade dos surdos no meio corporativo, faz com que muitos desistam de continuar ou começar os estudos, pois sentem que não há espaço para um surdo nas grandes empresas, muito menos em cargos de liderança. Não obstante, os alunos na grande parte das escolas não tem contato com a língua de sinais, o que acaba por acarretar na exclusão daquele que possui alguma dificuldade na comunicação.
Por todos os fatores apresentados, é mister que medidas devem ser tomadas para acabar com essa problemática. Dessa forma, cabe aos órgãos governamentais competentes, fornecer educação de qualidade a todo aquele que possui deficiência auditiva, qualificando professores, além de fornecer o contato com libras aos demais alunos, a fim de proporcionar comodidade e inclusão.