ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil

Enviada em 19/11/2020

No filme “O Silêncio”, Ally Andrews é uma adolescente surda que, além de ser excluída por grande parte dos alunos de sua escola, também sofre bullying de alguns garotos, sendo constantemente incomodada por não conseguir escutar. Sob esse aspecto, pode-se afirmar que, de forma análoga, essa é a realidade de muitos estudantes com deficiência auditiva no Brasil, marcada por diversas dificuldades e discriminações. Dessa forma, torna-se imprescindível a discussão acerca desse tema.

A priori, vale ressaltar que, apesar de a educação a pessoas com deficiência ser assegurada em todos os níveis do sistema educacional brasileiro pelo artigo 27 da Lei 13146/15, muitas instituições não dispõem de uma estrutura adequada o suficiente para proporcionar aos surdos um ensino de qualidade, de forma que eles não conseguem desenvolver suas habilidades e absorver eficientemente todo o conhecimento que lhes é passado.

Tal realidade é preocupante, dado que a formação educacional dos mesmos se torna bastante prejudicada, devendo ser associada ao fato de a Língua Brasileira de Sinais (Libras) – principal linguagem utilizada pelos deficientes auditivos – ter sido reconhecida como meio legal de expressão só em 2002, ou seja, um acontecimento tardio e que, devido à sua importância e necessidade, deveria ter ocorrido bem antes.

Posto isso, a fim de que a lei seja seguida, de modo que os alunos com deficiência auditiva tenham acesso a uma educação de qualidade e estudem em pé de igualdade com os demais, é necessário que o governo, juntamente às instituições privadas, destine verbas a serem utilizadas na infraestrutura das escolas, ampliando a condição das mesmas de promover aos seus estudantes surdos um espaço mais inclusivo, de forma a melhorar o seu aprendizado, evitar discriminações e prepará-los o mais eficientemente possível para o mercado de trabalho.