ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil
Enviada em 18/11/2020
A Constituição Federal garante que todo cidadão brasileiro, principalmente os portadores de deficiência, tenha direito à educação. Em relação aos deficientes auditivos, foi sancionada em 2002 a Lei nº 10.436, que reconhece a Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS) como a segunda língua oficial do país, o que auxilia na educação e formação dessas pessoas. Porém, apesar de todos os avanços obtidos, os surdos ainda enfrentam desafios para que tenham acessos à todos os seus direitos.
Em primeiro lugar, deve-se destacar que a ineficiência do Estado é uma barreira imensa para que os surdos recebam educação. Para o sociólogo Zygmmunt Bauman, em seu livro “Liquid Modernity”, as instituições modernas perdem suas funções, mas mantêm suas características de “instituições zumbis”. Diante dessa ideia, o Brasil é denominado uma dessas instituições por não investir em equipamentos acessíveis que auxiliem a aprendizagem dos deficientes nas escolas, sendo assim o país não pode assegurar a população porque deixa de exercer suas funções e não garante educação de qualidade para surdos, o que faz com que menos deficientes usufruam de seus direitos.
Além disso, outro desafio do deficiente auditivo é o preconceito no ambiente escolar. Segundo o Inep, nos últimos cinco anos, o número de matrículas de surdos e mudos caiu quase 20%, principalmente em escolas com turmas regulares. Portanto, a escola parece não ser mais um ambiente atraente para as pessoas com deficiência, pois o bullying, a falta de estrutura e o preconceito contra essa classe social agravam a evasão escolar, o que confirma que a educação e a formação não são totais. Diante disso, percepções errôneas dos surdos exacerbam preconceitos e práticas discriminatórias, resultando em exclusão e interesse em pesquisas.
Portanto, diante do exposto, faz-se necessária a adoção de medidas para a efetivação da educação e da formação de surdos exigidos pela Constituição. Para isso, é fundamental que o país se torne mais eficiente.No entanto, as autoridades administrativas devem investir nas escolas, ampliar as aulas bilíngues, oferecer cursos de pós-graduação e usar a tecnologia para garantir a inclusão dos surdos na sociedade e na educação. Além disso, para conter atitudes preconceituosas nas escolas e atrair mais alunos que portam deficiência, as escolas devem realizar debates e palestras com os alunos e a comunidade para dar importância a educação dos surdos, pois como disse o filósofo Platão, “Educar muda atitudes e posturas”.