ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil
Enviada em 19/11/2020
“É no problema da educação que assenta o grande segredo do aperfeiçoamento da humanidade.” A frase de Immanuel Kant, um filósofo alemão, pode servir de exemplo para tratar do tema os desafios para a formação educacional de surdos no Brasil, visto que o direito dessas pessoas, com deficiência auditiva, não estão sendo assegurados. Nesse contexto, é de suma importância discutir as dificuldades dessa realidade: o silenciamento do assunto e a insuficiência de leis.
Em primeiro plano, é preciso atentar para a falta de debate presente na questão. O filósofo Foucault defende que, na sociedade pós-moderna, alguns temas são silenciados para que as estruturas de poder sejam mantidas. Nesse sentido, percebe-se que a discussão, que aborda a educação para surdos, tem sido silenciada, pois quando a sociedade fica de frente com alguém que considera diferente, tende a ignorar. Assim, sem um diálogo sério sobre esse problema, sua resolução é impedida.
Em segunda análise, cabe ressaltar que a ineficácia da legislação é um forte empecilho para a resolução do problema. De acordo com o Artigo 227, da Constituição Federal, é dever do Estado e da família, assegurar à criança, ao adolescente e ao jovem, com absoluta prioridade, o direito à educação. Entretanto, esse direito não está sendo garantido aos surdos, tendo em vista que há uma desatenção por parte dos governos em certifica-los esses direitos. Logo, a legislação não tem sido suficiente para solucionar o impasse.
Portanto, é fundamental desenvolver medidas para combater esses entraves. Para isso, o Ministério da Educação, deve realizar um projeto nas escolas, por meio de palestras, que devem ocorrer toda semana, ensinando aos profissionais da educação a linguagem de sinais, tendo como objetivo incluir os alunos portadores de deficiência auditiva no meio escolar. Além disso, é preciso que os colégios, em parceria com a prefeitura, promovam um espaço para rodas de conversa e debates no ambiente escolar. Tais eventos não devem se limitar aos alunos, mas ser abertos à comunidade, a fim de que mais pessoas compreendam sobre a questão em discussão. Em suma, é preciso que se aja sobre o problema, pois, como defendeu Simone de Bevouir: “Cada um de nós é responsável por tudo e por todos os seres humanos”.