ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil
Enviada em 18/11/2020
O famoso compositor Beethoven, conhecido mundialmente por suas melodias, sofreu com a surdez na idade adulta. À luz dessa ótica, os desafios encontrados para a formação educacional da população surda no Brasil, ainda no século XXI, são precários. Sendo assim, faz-se relevante analisar como a desigualdade social e a falta de estrutura para acolhimento da população surda são coeficientes ímpares à manutenção de tal problemática.
Em primeira análise, a desigualdade social é fator propulsor para a continuidade desse embate. Parafraseando o filósofo Contratualista, Rousseau, a desigualdade social teve seu berço na antiguidade quando o homem cercou a terra e afirmou ser dele. Posto isso, a desigualdade social, como formadora da sociedade hodierna, contribui para elevar o número de surdos que não tem acesso aos ambientes educacionais.
Além disso, muito embora, os ambientes educacionais não estejam preparados e tampouco com profissionais especializados para atender os surdos, há incentivo à matricula e permanências deles no âmbito escolar. De acordo com uma pesquisa realizada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Anísio Teixeira –INEP – afirma que em 2016 dezenove mil surdos foram matriculados em escolas brasileiras. Todavia, os professores de disciplinas especificas, sem conhecimento de libras convivem diariamente com a inclusão de alunos surdos em salas de aulas.
Nesse ínterim, observa-se que há falhas no sistema educacional para surdos as quais precisam ser corrigidas. Sendo assim, cabe ao Governo por meio do Ministério da Educação, criar diretrizes que capacitem os profissionais da educação em libras, com o fito de facilitar o aprendizado da população surda no país. Assim, resolver-se-á tal problemática.