ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil

Enviada em 19/11/2020

A série americana “The society” conta a história de um grupo de jovens, que vivem em um mundo sem adultos, e eles precisam desvendar esse mistério. Ao decorrer da série, um dos meninos possui deficiência auditiva, por isso, apenas um pequeno conjunto de pessoas conseguem se comunicar com ele através da Libras (Língua brasileira de sinais). Fora da ficção, a realidade apresentada não é diferente, visto que, a maioria dos indivíduos não detém da linguagem de sinais. Isso ocorre não só pelo descaso educacional, como também pela falta de auxílio profissional.

Primordialmente, muitas escolas brasileiras não tem preparo para receber pessoas com deficiência auditiva, visto que, no artigo 27 da instituição brasileira, consta que, a educação é direito da pessoa com incapacidade garantido pelo sistema educacional inclusivo em todos os níveis de aprendizados ao longo da vida. Nesse sentido, torna-se evidente a ineficácia do Estado em assegurar o direito da educação de qualidade para pessoas com deficiência, dessa forma, indivíduos com necessidades auditivas não estarão preparadas para o mercado de trabalho.

Ademais, as dificuldades em ingressar no mercado de trabalho vem aumentando gradativamente para pessoas com incapacidade auditiva. É notório, que as empresas não são preparadas para receber indivíduos com deficiência, uma vez que, a legislação determina o uso de Libras como meio de comunicação objetiva nas instituições. Segundo o teórico Noberto Bobbio, o ser humano possui direitos que devem ser respeitados, reconhecidos e aplicados pelo Estado. Posto isso, faz-se inegável que todas as pessoas deveriam usufruir dos seus benefícios concedidos pelas autoridades, independente de suas situações físicas.

Infere-se, portanto, que medidas sejam tomadas para ampliar a formação educacional de surdos no Brasil. Logo, o Instituto Nacional de Educação de Surdos (Ines), em consenso com o Ministério da Educação, devem promover a implantação de ensino gratuito e obrigatório de Libras nas instituições educacionais e nas empresas, por meio de aulas com profissionais especializados na língua de sinais. Tais medidas serão fiscalizados pelos Ministérios supracitados, dessa forma, todas as pessoas serão inclusas nos âmbitos estudantis e profissionais.