ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil
Enviada em 19/11/2020
Levando em conta o artigo 27 da Constituição Federal de 1988, é dever do Estado, da família, da comunidade escolar e da sociedade assegurar educação de qualidade à pessoa com deficiência. Entretanto, a realidade no país é outra, com a falta de incentivo dos Governos e o baixo número de escolas que possuem professores capacitados a se comunicar com surdos. Nesse contexto, urge discutir a formação educacional de surdos no Brasil.
Em primeiro plano, cabe ressaltar que a primeira escola para surdos no Brasil foi criada em 1857 no período imperial, cerca de 300 anos depois da fundação da primeira escola no país; mesmo assim, até os dias atuais, a surdez ainda é imposta como uma barreira na sociedade, isolando ainda mais pessoas com deficiência auditiva. Segundo o IBGE, 5% da população brasileira é composta por pessoas que são surdas, porém, raríssimos são os brasileiros que sabem utilizar a Língua Brasileira de Sinais (Libras).
Outrossim, a falta de estrutura do sistema de educação brasileiro como um todo é um agravante enorme na inclusão dos deficientes auditivos nas salas de aula, pois estes não possuem materiais adequados para o seu aprendizado e faltam profissionais capacitados para que haja uma comunicação. Além disso, de acordo com o Inep, as matrículas de surdos nas escolas brasileiras caiu 5% nos últimos 5 anos; portanto, mudanças devem ser feitas para uma maior inclusão dos surdos nas escolas.
Em virtude dos fatos mencionados, cabe ao Governo Federal e o Ministério da Educação incluir a Língua Brasileira de Sinais (Libras) como disciplina obrigatória nas escolas de todo o país a partir do início do Ensino Fundamental I, como também adquirir todos os equipamentos necessários para a inclusão destes no ambiente escolar, com o fito de aumentar o número de pessoas que saibam se comunicar com os deficientes auditivos, promovendo uma maior inclusão social. Dessa forma, a sociedade brasileira quebrará a barreira de comunicação existente entre os surdos e os ouvintes.