ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil
Enviada em 20/11/2020
Durante a Idade Média, os surdos e demais deficientes, eram mortos por serem considerados defeituosos. Atualmente, apesar do princípio da igualdade na constituição brasileira conceder o direito à educação às pessoas com deficiência, são escassas as instituições que estão preparadas para receber esses indivíduos. Portanto, é de suma importância a discussão de tal problemática.
De antemão, vale lembrar que o artigo 27 da Constituição de 1988 tornou a educação de qualidade direito de qualquer pessoa com deficiência. Porém, segundo levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, IBGE, para cada 120 pessoas com deficiência, apenas 2 estão matriculadas. Esses dados mostram que, atualmente, os direitos constitucionais dos surdos não são garantidos. Um surdo só conseguirá se formar, caso a instituição esteja adaptada a ele.
Além disso, mesmo que os surdos estejam matriculados em escolas brasileiras, as salas de aulas não estão adaptadas para eles, segundo o Inep, em 2013, apenas 8.000 de cada 25.000 salas podem acomodar deficientes. Para o filosofo Aristóteles, devemos tratar igualmente os iguais e desigualmente os que são desiguais. Portanto, para integrar os surdos à sociedade, uma mudança é extremamente necessária.
Mediante ao exposto, para que a educação seja alcançável e extensível, medidas devem ser tomadas. O governo deve trabalhar com o Ministério da Educação para assinar um projeto de lei que exige que as instituições de ensino não apenas preparem salas de aula especiais para o ensino de deficientes, mas também adaptem a instituição ao sistema Braile. Além disso, a escola deve contratar profissionais especializados em Libras, a fim de ensinar os demais alunos e funcionários, podendo assim incluir o surdo em todos os ambientes escolares e na sociedade de forma geral.