ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil

Enviada em 21/11/2020

O protagonista de “O Triste fim de Policarpo Quaresma”, de Lima Barreto, tem como característica marcante um nacionalismo ufanista, acreditando em um Brasil utópico. Entretanto, o descaso com a formação educacional de surdos torna o país cada vez mais distante do imaginado pelo personagem. Nessa perspectiva, seja pela ineficácia das escolas ou pelo preconceito, o problema exige soluções.

A priori, vale destacar que, apesar de a Constituição Brasileira garantir o acesso à educação, não é o que se observa quando se dá atenção ao desconhecimento da população acerca da má qualidade das aulas para os alunos com deficiência auditiva. Isso acontece porque o MEC não aborda o assunto na grade curricular das instituições. Como os indivíduos não são culturalizados sobre as dificuldades sofridas pelos deficientes, não raro, veem tal ensino como desnecessário. Assim, tornam-se seres alienados em relação ao problema devido à falta de interferência das autoridades.

Outrossim, vale ressaltar o livro “ Extraordinário”, no qual é mostrado os preconceitos suportado pelo protagonista, na escola nova, por causa de sua insuficiência. Fora da ficção, essa é a realidade de muitos brasileiros que sofrem com a surdez. Isso, pois, a sociedade tem uma necessidade de sentir-se “superior” nas situações, independente das consequências, que muitas das vezes, resulta nas vítimas deixando de estudar devido ao trauma e a vergonha. Logo, é notório que o desrespeito social continuará afetando a educação especializada, caso não haja intervenção.

Dessa forma, cabe ao MEC- como órgão responsável por administrar a educação brasileira- realizar palestras as quais promovam um diálogo sobre os alunos surdos. Isso se daria, por meio de projetos que abordem os obstáculos vividos pelos deficientes, a fim de atenuar os impactos negativos e o desconhecimento populacional.