ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil

Enviada em 21/11/2020

Após a Segunda Guerra Mundial, a ONU promulgou a Declaração Universal dos Direitos Humanos, a qual assegura, em plano internacional, a igualdade e a dignidade da pessoa humana. A plena formação acadêmica dos deficientes auditivos, uma parcela das chamadas Pessoas com Deficiência (PCD), é um direito assegurado no recém aprovado Estatuto da Pessoa com Deficiência, de 2015, também conhecido como Lei da Acessibilidade. Entretanto, observa-se o desrespeito a essa garantia devido ao preconceito, muitas vezes manifestado pela violência simbólica, e à insuficiência estrutural educacional brasileira.

Em primeiro plano, a construção da imagem do deficiente auditivo como cidadão apto para a realização de atividades comuns é de extrema importância. Como exemplo, o pianista Bethovem, que mesmo sendo surdo revolucionou a música e se tornou mundialmente conhecido. Com isso, como aponta o behaviorismo, o meio influencia nas características psicológicas do individuo, em consequência disso, é possível afirmar que exemplos como esse são essenciais para que o surdo sinta-se capaz e preparado para se integrar socialmente, sem que as suas limitações físicas atrapalhem no seu processo de aprendizagem.

Da outra parte, há um legado histórico na formação de uma sociedade pouco inclusiva, que também reflete na forma em que se organiza as redes educacionais do país. Devido, principalmente, ao pensamento disseminado durante a segunda guerra mundial, em que houve uma interpretação equivocada das teorias de Darwin, onde passaram a condenar aqueles que eram fisicamente diferentes, resultando em uma dificuldade na aceitação de deficientes em meio social. Dessa forma, surgiu uma sociedade despreparada para lidar com o processo de formação de deficientes auditivos e, assim, gerando uma dificuldade na implantação de escolas inclusivas.

Urge, portanto, em um primeiro momento, ONG’s junto a professores de libras, através das redes sociais, devem criar grupos online para que haja divulgação cientifica e, também, divulgação de aulas em libras. Em segunda instância, deficientes auditivos devem pressionar o legislativo, por meio de petições online, para que haja a criação de uma lei que torne obrigatório o ensino de libras na formação universitária de professores, de modo que todos estejam preparados para educar deficientes auditivos, para que eles possam usufruir do seu direito igualitário a educação.