ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil

Enviada em 22/11/2020

Uma dificuldade de proporcionar uma educação de qualidade para pessoas surdas é um problema de descrição histórica.

O primeiro grande desafio é vencer uma negligência governamental no que tange à formação de professores em nosso país, as aulas de ensino de Libras em cursos de graduação de Pedagogia ou licenciaturas, quando existem, são incipientes e pouco práticas, restringindo-se a cumprir um currículo estabelecido, mas se preocupando pouco em formar bem os profissionais de educação que lecionarão para surdos. Mesmo nas escolas, no ensino básico, a linguagem dos sinais não é sequer sequerada, muito embora seja uma segunda língua oficial do Brasil. Isso não só cria como multiplica uma cultura cega de negar a existência de pessoas com deficiência. Porém, fechar os olhos para um problema não faz com que ele desapareça. Além disso, outro grande desafio é vencer a ausência de educação continuada plena e satisfatória para surdos, restringindo suas possibilidades no mercado de trabalho. Ainda que essa minoria consiga uma educação básica e até uma graduação de qualidade, específica a formação vai além disso. Há uma preocupação-ante escassez de cursos de extensão e pós-graduação para pessoas com essa deficiência, o que limita a busca por equidade em um ambiente cada vez mais específica. O preconceito não para por aí; se alastra pela sociedade. Afinal, não são raras como manifestações contrárias a sistemas de cotas que buscam justamente equalizar esses problemas. Portanto, fica bem claro que é preciso dar atenção a essa questão que, além de injusta, é inconstitucional. O Ministério da Educação tem o dever de proporcionar uma educação plena para profissionais de educação, exigindo aulas práticas no ensino de libras e fiscalizando o desempenho e a inclusão nas escolas.