ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil

Enviada em 22/11/2020

Desde os primórdios da sociedade brasileira, já havia uma necessidade de inclusão social de pessoas com deficiências, tendo em vista que em 26 de setembro de 1857, no governo de Dom Pedro II, foi criada a primeira escola de educação de meninos surdos, visando uma educação inclusiva para os mesmos. Entretanto, atualmente, apesar da evolução do mundo e da sociedade como um todo, essa educação inclusiva ainda precisa ser mais trabalhada no Brasil, pelo fato de que em alguns lugares ela é escassa e em outros é mal preparada, organizada e distribuída.

De acordo com o último levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), feito em 2010, aproximadamente 15% da população brasileira apresenta algum tipo de deficiência auditiva e, mais de 1 milhão são jovens, ou seja, muitos jovens necessitam de profissionais especializados e bem preparados para terem uma aula que flua de maneira clara e sucinta. Assim, tais profissionais precisam possuir formação na Língua Brasileira de Sinais (Libras), para que a comunicação não seja um problema entre aluno e professor.

A Constituição Federal Brasileira, em seus artigos 27 e 28, diz que a educação constitui direito da pessoa com deficiência, assegurando sistema educacional inclusivo em todos os níveis e aprendizado ao longo de toda a vida e, que é dever do poder público assegurar, criar, desenvolver, implementar, incentivar, acompanhamento e avaliação:  oferta de educação bilíngue e oferta de ensino da Libras. No entanto, existem ainda brasileiros com deficiência auditiva, que não foram agraciados com os expostos das leis acima.

Portanto, é cabível ao Ministério da Educação, sanar os problemas e dificuldades de acesso da educação inclusiva em todas as regiões do Brasil. Ademais, faz-se necessário que o poder púbico se mantenha engajado nessa temática, para aprimorar e renovar a educação para deficientes auditivos no país.