ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil

Enviada em 24/11/2020

O filósofo francês Sartre defende que cabe ao ser humano escolher seu modo de agir, pois este seria livre e responsável. No entanto, percebe-se a irresponsabilidade do governo no que concerne à questão dos  surdos no Brasil. Dessa forma, observa-se que a educação dos deficientes auditivos reflete um cenário desafiador, seja em virtude de barreiras comunicacionais, seja pela escassez de profissionais qualificados para exercer a função de educador de pessoas com deficiência auditiva.

Primeiramente, é necessário entender o passado deles na sociedade humana, na qual eram excluídos do convívio social, devido ao pensamento existente de que sem a linguagem oral não se desenvolvia o pensamento, ideia que se estendeu até meados do século 19, quando em 1857 finalmente foi criado o Imperial Instituto de Surdos Mudos que corresponde ao atual Instituto Nacional de Educação de Surdos (INES), que finalmente garantiu a educação ao deficientes auditivos.

Outrossim, é importante apontar que cerca de 15% da população brasileira é composta por pessoas com algum tipo de problema auditivo, o que corresponde a 9 milhões de brasileiros, segundo o senso do IBGE de 2010. Porém, mesmo com esses números expressivos, apenas em 2002 foi oficializado a Língua Brasileira de sinais e estabeleceu a presença de um tradutor em diversos espaços das instituições de ensino, mas ainda sim, existem déficits no cumprimento dessa lei.

A fim de solucionar esse impasse, é necessária a mobilização de determinados agentes implicados na formação educacional de surdos. Portanto, o Ministério da Educação deve pressionar o governo para o ideal cumprimento das leis que dizem respeito a acessibilidade, por intermédio do Instituto Nacional de Educação de Surdos, por meio de leis e decretos para fazer com que todas as pessoas surdas possuam uma educação de qualidade. Como resultado dessa nova perspectiva, ocorrerá um aumento ao acesso a educação da população que possui alguma deficiência auditiva, garantindo assim, uma menor disparidade educacional.