ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil
Enviada em 23/11/2020
Promulgada em 1948 pela ONU, a Declaração Universal dos Direitos Humanos assegura a todos os indivíduos direitos fundamentais, como educação e o bem-estar social. No entanto, nem sempre esses direitos são garantidos efetivamente, como é o caso dos surdos no Brasil, que sofrem com a exclusão educacional. Assim, fica claro não só a postura escolar e acadêmica geralmente excludente, como também a negligência social.
A princípio, o descaso governamental quanto a educação dos deficientes auditivos é um dos principais desafios para a formação dos mesmos. Isso porque poucos recursos são destinados a instrução e adaptação de profissionais especializados em atender essas pessoas. Ademais, poucas instituições de ensino são adeptas ao uso de Libras -Língua Brasileira de Sinais e segunda língua oficial do Brasil- a qual é fundamental para inclusão de surdos nas escolas. Tudo isso acaba dificultando o processo de aprendizagem e marginalizando esses alunos.
Outrossim, a ignorância da população no que tange a realidade dos surdos também é um empecilho para seu desenvolvimento. Infelizmente, o preconceito contra esse grupo é reflexo da valorização dos padrões criados pela consciência coletiva. Destarte, como disse o educador Paulo Freire, “se a educação não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda” e, para que haja mudança, é preciso que toda a comunidade se envolva e lute pelos direitos daqueles em desvantagens, exigindo melhores condições de ensino para a formação de surdos.
Em virtude dos fatos mencionados, cabe ao Ministério da Educação desenvolver projetos culturais, com palestras e rodas de conversas, que envolvam a família e toda comunidade escolar, para fomentar a inclusão social dos indivíduos surdos. Além disso, deve integrar a grade curricular obrigatória a disciplina de Libras, com profissionais especializados que tornem o ensino mais democrático, investindo em materiais didáticos e lúdicos que facilitem a compreensão. E então, talvez assim, os direitos promulgados pela ONU em 1948 sejam executados satisfatoriamente.