ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil
Enviada em 23/11/2020
Em um de seus poemas, Carlos Drummond cita que “no meio do caminho tinha uma pedra”, metaforizando os desafios que impedem o pleno desenvolvimento do bem-estar social. Nesse sentido, uma poesia modernista pode ser aplicada à sociedade atual, haja vista que os desafios para a formação educacional de surdos no Brasil, parafraseando o poeta, configura-se como uma pedra, ou seja, um obstáculo na vida do cidadão. Diante disso, faz-se necessária a análise desse cenário, a fim de revertê-lo.
Em uma primeira análise, um dos fatores para a dificuldade de formar essas pessoas no sistema de educação, é a falta da cultura de inclusão no Brasil nessa área. A partir desse ponto, o pensamento do sociólogo do antigo Reino da Prússia, Immanuel Kant que afirma “o homem não é nada além daquilo que a educação fez dele” é totalmente pertinente no assunto, porque a sociedade brasileira não foi educada, preparada para constituir um país inclusivo, sendo assim as pessoas surdas ficam por várias vezes isoladas do resto dos brasileiros.
Cabe pontuar também, que outro ponto decisivo pra essa situação ser tão presente no Brasil, é a falta de profissionais de tradução na educação dos deficientes auditivos. A partir dessas informações, as afirmações feitas pela Secretaria de Educação do Estado do Paraná, “mesmo com os investimentos, ainda há falta de tradutores e intérpretes de Libras para contratação" enfatizam que essa falta de intérpretes e tradutores é muito grave e muito prejudicial à comunidade surda e que esta precisa de auxílio para ter a igualdade de direitos na educação.
Fica claro, portanto, que medidas devem ser tomadas para a resolução do impasse. Logo, cabe ao Ministério da Educação — órgão máximo de educação no Brasil — por meio de programas e oficinas de Libras, promover aulas para os professores das escolas, com o intuito de aumentar o número de profissionais capacitados a ensinar para os surdos. Cabe também às escolas e instituições de ensino, por meio de palestras de conscientização, ensinar a inclusão para crianças, a fim de garantir um futuro mais inclusivo e mais respeitoso com os deficientes auditivos no país. Com isso, os brasileiros conseguirão retirar essa “pedra” no caminho.