ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil
Enviada em 23/11/2020
É notório que a formação educacional de surdos no Brasil traz divergências de opinião, principalmente, em relação a inclusão da Libras como disciplina curricular obrigatória na educação básica. Dentre tantos aspectos, destacam-se: Descaso por parte da sociedade em ignorar as necessidades dos deficientes auditivos e a escassez de profissionais adequados para educar pessoas surdas.
Cabe mencionar o descaso por parte da sociedade em ignorar as necessidades dos deficientes auditivos, pois a população ainda não é totalmente engajada na questão das necessidades dos deficientes auditivos e não se importa suprir as demandas que esse problema gera. Diante disso, ocorre uma negligência de seus direitos, causando prejuízos que são refletidos, inclusive na educação.
Por oportuno merece ênfase a escassez de profissionais adequados para educar pessoas surdas, porquanto um grande desafio é vencer a ausência de educação continuada plena e satisfatória para surdos. Posto isso, caso uma minoria consiga uma educação básica e até uma graduação de qualidade, raramente a formação vai além disso. Há uma preocupante escassez de cursos de extensão e pós-graduação para pessoas com essa deficiência, o que limita a busca por equidade em um ambiente cada vez mais competitivo.
Portanto, sabendo que o direito da educação é para todos e conhecendo a luta pela inclusão de surdos na escola, o governo deve incentivar a formação de professores capacitados para comunicar-se pela língua de libras, facilitando assim uma interação de deficientes auditivos em salas de aula comum. E o ministério da educação deve implementar o currículo escolar com a matéria de linguagem em libras, de forma que possa ser possível a comunicação entre os alunos comuns e com deficiência. Assim, essa situação vivida por surdos, pode ser superada e eles, enfim, ser educados com qualidade e conseguir uma formação escolar que é direito de todos.