ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil
Enviada em 23/11/2020
Segundo o pensador e filósofo chinês Confúncio “Não corrigir nossas falhas é o mesmo que cometer novos erros.” Seguindo essa linha de pensamento, fica evidente que é necessário retificar o sistema educacional brasileiro para que ele se torne mais inclusivo. Logo, ao discutir os desafios para a formação educacional de surdos no Brasil, é indispensável entender os fatores que fazem disso um problema. Nesse sentido, é fundamental reavaliar a educação básica e combater o preconceito para com pessoas com deficiência auditiva.
Em primeiro plano, nota-se que desde 2012 o número de alunos surdos matriculados nas escolas (classes comuns e exclusivas) vem caindo. Isso se dá por diversos motivos, sendo um deles a dificuldade de comunicação. A interação é essencial em ambientes de aprendizado, por consequência,
muitos alunos surdos, são prejudicados nas escolas pela ausência do diálogo. Isto é, as dificuldades cotidianas causadas pela segregação desmotivam esses alunos que acabam abandonando a escola.
Ademais, é perceptível que há a necessidade de combater o preconceito e incluir a população surda dentro e fora das instituições de ensino. Existe um contraste evidente entre as leis vigentes e a realidade. Paralelamente, o mercado de trabalho invibiliza e perpetua o precoceito de que pessoas surdas não são qualificadas ao não as contratarem, mesmo que seja capacitados para o serviço em questão.
Em virtude dos fatos mencionados, é indispensável que algumas medidas sejam tomadas a fim de amenizar essa problématica. Portanto, é necessário que o Ministério da Educação insira no currículo, a Língua brasileira de sinais como disciplina obrigatória e promova a inclusão no ambiente escolar por meio de atividades interativas, usando símbolos e figuras para promover a comunicação. Dessa forma, as pessoas com deficiência auditiva poderão participar coletivamente na escola e se comunicar facilmente.