ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil
Enviada em 23/11/2020
A educação, ao longo da história, sempre se mostrou um elemento importante na formação social e intelectual dos indivíduos e, por isso, é essencial que haja sua extensão à toda a coletividade. Partindo desse pressuposto e em vista das limitações enfrentadas pelos portadores de deficiência auditiva, é fundamental que sejam combatidos todos os empecilhos que dificultam a sua efetiva inclusão nesse âmbito brasileiro.
Com o advento das Revoluções Industriais e a consequente instauração do capitalismo que, mais tardiamente, também foram amplamente incorporados ao território nacional, as relações sociais e econômicas passaram por diversas transformações. Sendo assim, através da intensificação da competitividade do mercado de trabalho, a formação educacional da população passou a ser uma ferramenta decisiva para a ascensão nesse meio. Dessa forma, a partir da diversidade de biotipos, marcada pela presença de variadas categorias de deficiência humana, como a surdez, houve a banalização da criação de uma metodologia de linguagem, nas escolas e faculdades, apesar das leis já existentes, que cria uma barreira para a devida integração desses indivíduos no setor da educação. Por conseguinte, é inaceitável que tal postura seja adotada, em pelo século XXI, visto que torna difícil a elevação trabalhista dos surdos e, consequentemente, contribui para a sua inferiorização.
Destarte, juntamente com a dificuldade de comunicação encontrada pelos deficientes auditivos, há também o preconceito sofrido por eles historicamente. Um exemplo desse comportamento é Adolf Hitler, que durante sua ditadura iniciada em 1933, causou um dos maiores holocaustos da história, dizimando populações de judeus, negros e deficientes, e em meio a tantas heranças históricas, foi criada uma cultura padronizada baseada na segregação de minorias. Por isso, é inadmissível que esse sentimento odioso ainda esteja presente na contemporaneidade, pois auxilia na rejeição dos surdos a cargos trabalhistas por parte das empresas e os torna alvo de injustiças erroneamente fundamentadas, pois como afirmou Paulo Autran, ator brasileiro,todo preconceito é fruto da burrice, da ignorância, e qualquer atividade cultural contra preconceitos é válida
É imperativo, portanto, que haja a fiscalização pelo Estado para as leis já existentes que impõem a oferta da linguagem de libras em escolas e faculdades, com a devida punição para o descumprimento, como multas, serviços comunitários e até prisões nos casos mais hediondos. Concomitantemente, é meritório que a mídia -com o apoio do Ministério de Educação- debatam esse assunto em rede nacional, com a participação de personalidades, atletas e artistas, demonstrando a importância da união coletiva a fim de que seja criada uma ambiência ética livre de segregações.