ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil
Enviada em 24/11/2020
Convidado por D.Pedro II, o professor de surdos francês Ernest Huet, fundou no Rio de Janeiro em 1857, o Instituto Imperial de Surdos-Mudos, atualmente o Instituto Nacional de Educação de Surdos (INES). O Congresso de Milão, de 1880, teve como tema central maneiras de promover uma educação adequada aos deficientes auditivos. Entretanto, contou com pouca participação, além da exclusão dos votos dos não ouvintes. A composição da conferência, proibiu o usa da língua de sinais, usada na comunicação dos surdos, passando para o oralismo. De maneira clandestina, surdos se reuniram durante 100 anos, para que sua comunicação não fosse perdida.
O Brasil, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), tem cerca de 10 milhões de deficientes auditivos, sendo 27 milhões com surdez profunda. O País conta com 144 escolas, que visam a formação e alfabetização de não ouvintes. Para diminuir barreiras na comunicação, o Instituto Nacional de Educação de Surdos (INES), órgão do Ministério da Educação, lançou o aplicativo Jornal Primeira Mão, que por meio de libras, busca expandir sua maneira de transmitir informação. Além dos sites do governo estarem adaptados aos deficientes auditivos.
A educadora e escritora Andrea Ramal, apresenta questões sobre adaptação de crianças com deficiência em ambiente que não atenda suas necessidades, um processo que gera exclusão e mais dificuldade no aprendizado, trazendo consequentemente um sensação de incapacidade. O cotidiano de um deficiente auditivo torna-se difícil em diversos aspectos, dentre eles destacam-se a busca por empregos e até mesmo diálogos cotidianos, tendo em vista que poucos ouvintes tenham conhecimentos básicos em libras. Por falta de compreensão na comunicação entre não ouvintes e ouvintes existe uma exclusão, causando uma exclusão. Deficientes auditivos são mais suscetíveis a desenvolverem depressão e ansiedade, por conta do isolamento.
Diante dos fatos mencionados, fica evidente que para diminuir os problemas citados anteriormente, o Ministério da Educação deve promover para ouvintes, cursos gratuitos durante um período de um ano, para que exista uma maior e melhor comunicação entre não ouvintes e ouvintes. Nas escolas e universidades, de ensino público e privado, em que são compostas por ouvintes e não ouvintes, é de direito do surdo um acompanhamento de perto por uma pessoa formada em Letras/Libras, para que o aprendizado da criança possa ser adequado e dentro dos padrões exigidos em cada faixa etária. Dessa forma será possível diminuir muros criados por falta de comunicação, gerando maiores oportunidades para os surdos e garantindo que a Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS), seja usada e reconhecida como língua oficial brasileira.