ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil
Enviada em 23/11/2020
Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), existem 45 milhões de pessoas com deficiência no País. Embora a população seja grande e os direitos dessa classe social têm aumentado, esses brasileiros não têm escolaridade completa, principalmente os surdos e mudos. Essa situação desafiadora, exige que autoridades públicas e instituições formadoras de opinião tomem medidas mais eficazes para garantir uma melhor qualidade de vida aos deficientes auditivos.
De fato, a Constituição de 1988 e o último Regulamento para Pessoas com Deficiência garantem que os surdos tenham acesso à educação. No entanto, no Brasil, há uma diferença entre o conteúdo preconizado por tais instrumentos legais e a realidade de exclusão vivida pela população. Essas pessoas descobrem todos os dias com a falta de material didático adequado e com a formação profissional insuficiente, e esses profissionais geralmente não podem receber educação em libras. Além disso, a maioria dos brasileiros não entende essa legislação, o que é uma incorporação plena do deficiente auditivo à lei e evidência a negligência do Estado.
Além disso, segundo o pensador Lev Vygotsky, essa pessoa é fortemente influenciada pelo seu meio, o que enfatiza que determinados setores da sociedade, como o lar e a escola, são vitais para a cidadania brasileira. Mesmo com ampliada, tendo em vista que ainda existem no ambiente escolar rendimento discriminatórios contra surdos-mudos, como negação de admissão, segregação de classes especiais e bullying, fica claro que a intolerância contra quem precisa, principalmente os com necessidades especiais, como os surdos e mudos, é crime.
Logo, de forma a garantir uma preparação adequada pedagógica dos deficientes auditivos, cabe ao Poder Público, alocando mais recursos ao Instituto Nacional de Educação de Surdos, proporcionando melhor formação de professores e maior disponibilidade de adaptados para promover relatórios educativos, através das redes sociais, sobre a existência do estatuto da pessoa com deficiência. Além disso, cabe às escolas garantir, por meio de palestras para os pais dos alunos, que um amplo diálogo entre os familiares seja verdadeiro estimulado para refletir sobre o respeito às diferenças no ambiente doméstico desde a infância.