ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil

Enviada em 23/11/2020

No ano de 2002, a Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS) foi reconhecida como a segunda língua oficial do Brasil e esse foi um grande passo para a inclusão dos surdos na sociedade. Contudo, é indubitável que, por mais que essa atitude tenha sido tomada, grande parte da população desconhece ou não sabe se comunicar no idioma. Isso acaba por diminuir a a eficiência do objetivo principal da mesma e faz com que o desafio na socialização dos surdos persista, sobretudo, nas escolas.

Sob esse viés, pode-se apontar que a precariedade estrutural das instituições de ensino para receber alunos com deficiência mostra-se como fator preponderante para a persistência do problema, uma vez que as escolas não estão preparadas para dar o devido suporte ao aluno que acaba por não se encaixar nos moldes tradicionais de aprendizagem. Esse problema leva cada vez mais famílias a optar pela educação domiciliar, sendo essa uma atitude não regularizada pelo MEC, estando sujeitas a ações dos Concelhos Tutelares e Ministérios Públicos.

Outrossim, o preconceito enraizado que vai de encontro ao grupo demonstra-se um grande complicador para a inclusão dos surdos no ambiente estudantil. Suas bases remontam ao Segundo Reinado em que as primeiras medidas de integração de deficientes foram tomadas, porém acabaram por criar uma espécie de “apartheid” educacional, separando completamente os surdos das ditas, na época, “pessoas normais”. As consequências dessas ações reverberam ainda hoje e, além de prejudicar o acesso à educação, dificultam a inserção no mercado de trabalho.

Por conseguinte, nota-se que o desafio para a formação educacional dos surdos no Brasil urge soluções. Cabe ao Ministério da Educação, conjuntamente às esferas federais, oferecer uma medida educacional mais eficaz aos deficientes, oferta essa realizada através de maciços investimentos na capacitação das escolas e dos professores para receber tais alunos. Desse modo os surdos poderiam gozar de um ensino de igual qualidade aos demais. Em segunda via, é de responsabilidade das escolas auxiliar na integração de seus alunos, para isso sugere-se a realização de palestras e campanhas de conscientização tendo como público alvo os estudantes e suas famílias, buscando também reduzir o preconceito estrutural e criar um ambiente propício ao aprendizado.