ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil
Enviada em 26/11/2020
De acordo com uma pesquisa realizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) no ano de 2015, 6,2% da população brasileira apresentavam algum tipo de deficiência auditiva. Tal número vem aumentando com o passar dos anos, mas o desenvolvimento de meios para uma maior integração de tais pessoas no meio social não aumentou.
Considerando-se que vivemos em um país com tamanha quantidade de pessoas surdas, é pequeno o número de cidadãos que saibam a linguagem de libras, o que resulta em uma baixa inclusão social de deficientes auditivos, principalmente no meio escolar. A falta de auxílio à pessoas surdas no meio educacional é algo de extrema importância, tanto para a formação dos cidadãos, quanto para suas inserções no mercado de trabalho.
De acordo com o ministério da educação, o número de alunos deficientes auditivos no Brasil é de cerca de 20.000 (surdos) e 30.000 (deficientes auditivos), o que dificulta a formação de classes para o ensino de tais pessoas, ou seja, acaba-se tornando difícil os meios pelos quais tais alunos teriam para aprender. Outro fator muito importante que também dificulta no processo de aprendizagem é a falta de professores capacitados, e isto se deve pela inaptidão de se comunicar por libras.
Em um país com tamanho número de alunos deficientes auditivos, é inaceitável a baixa quantidade de professores com formação na linguagem de sinais, a começar pela falta de estímulos ao estudo da língua que deveria provir das escolas de ensino básico, ou então tornar-se matéria obrigatória aos cursos superiores, em especial aos de pedagogia e durante o ensino médio com magistério. A falta de investimentos nas escolas de rede pública também é algo deveras importante, pois o uso de melhores tecnologias facilitariam o ensino de todos, principalmente de deficientes, sejam eles surdos ou não.