ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil
Enviada em 30/11/2020
Na segunda metade do século XIX foi criada a primeira escola para surdos no Brasil, esperando que com o passar dos anos fossem sendo melhoradas ainda mais as condições para os deficientes auditivos. Contudo, o esperado não aconteceu e os desafios para formação desta alíquota da sociedade permanecem devido a falta de eficiência das leis e a falta de ensino para atuarem no ramo laboral. Mormente, é importante salientar a falta de eficácia das leis para garantir o ensino aos surdos. No livro “Cidadão de Papel” é retratado como as leis não são verdadeiramente aplicadas na prática, funcionando apenas no papel. Fora do livro, o mesmo acontece com na sociedade brasileira, onde a educação não é devidamente oferecida para deficientes auditivos, como é assegurado na Constituição de 1988. Com isso, fica evidente que as leis funcionam apenas no papel, não garantindo o devido ensino aos surdos. Ademais, válido pontuar que os surdos não são preparados para atuarem no mercado profissional. Segundo pesquisa realizada pelo jornal O Globo, menos de 25% das instituições de ensino tem matérias para auxiliar os deficientes auditivos em efetuar futuros trabalhos de maneira a não ficarem prejudicados pela surdes. Nesta perspectiva, mesmo após sua formação, os surdos não conseguem efetuar com precisão alguns serviços devido a dificuldades que poderiam ser superadas se tivessem sido devidamente instruídos no período de formação. Depreende-se, portanto, que as leis que deveriam garantir a educação para os surdos não são eficazes e que estes não são preparados para o mercado de trabalho. Destarte, para garantir que os deficientes auditivos sejam devidamente instruídos para atuarem profissionalmente, o Ministério da Educação, junto as secretarias de educação de cada estado, devem capacitar a todos eles, por meio de cursos nas escolas. Nessa ótica, tais cursos serão ofertados anualmente em todas as cidades e devem demonstrar como atuar no mercado de profissional, “contornando” a deficiência. Para garantir que as leis não fiquem somente no papel, o Governo Federal, deve fiscalizar a escolas semestralmente e incentivar a aplicação destas, através de premiações. Em síntese, com tais medidas adotadas, será possível que os surdos tenham melhor ensino e estarem preparados para atuar no ramo laboral.