ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil
Enviada em 07/12/2020
De acordo com Aristóteles, “A base da sociedade é a justiça”. Entretanto, o contexto do Brasil no século XXI contraria-o, uma vez que a demanda educacional dos surdos no país demonstra-se como uma questão de injustiça, desestruturando a base da sociedade brasileira. Nesse sentido, é preciso estratégias para superar o impasse, que tem como causas: o não incentivo aos surdos para com a educação básica e a falta de informação da equipe gestora escolar em relação ao público deficiente.
Primordialmente, a falta de incentivo aos surdos para concluírem o ensino básico é um dos grandes responsáveis para o problema. Com base no gráfico feito pelo Inep, a taxa de matrícula do deficiente auditivo em relação a do aluno sem deficiência é menor do que a metade. Tendo isso em vista, é necessário uma reformulação nas estratégias aplicadas, para que mais pessoas alcancem o direito básico de um cidadão.
Em segundo lugar, outro fator responsável pela má educação dos surdos no Brasil é a falta de informação da equipe gestora escolar em relação ao público deficiente. Segundo dados retirados da Uol, somente em 2002 a libra foi reconhecia como segunda língua oficial, o que corrobora para que a ignorância pedagógica seja alta, fazendo com que professores já formados não tenham acesso a ela, criando uma barreira para com a aprendizagem do surdo.
Portanto, é mister que o Estado tome providências para melhorar o quadro atual. Para que o surdo seja integrado na comunidade escolar de forma efetiva, o Ministério da Educação (MEC) deve, por meio de cursos de libras direcionados à gestão escolar, fazer com que o profissional da educação seja um objeto de ponte entre o deficiente auditivo e a educação, o fornecendo informações para a criação de um senso crítico e garantindo- -os seus direitos básicos e essenciais.