ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil

Enviada em 08/12/2020

Com o advento da Revolução Tecnológica e a globalização, muitos dados puderam ser melhor analisados e, por conseguinte, medidas ainda mais eficazes foram tomadas para a resolução de estigmas em nossa sociedade. Contudo, embora sejam vistos avanços significativos na conquista de direitos essenciais a partir deles, ainda existe entraves alarmantes para garantia da formação educacional de surdos no Brasil. Nesse sentido, convém ressaltar as causas que perpassam tanto o âmbito político, quanto social.

A priori, é importante destacar que o governo falha em assegurar os direitos desse grupo. Acerca disso, segundo o economista inglês John Maynard Keynes o estado deve garantir o bem-estar social. Entretanto, isso não se aplica ao cenário atual brasileiro, pois são poucos os incentivos direcionados aos deficientes auditivos com o objetivo de preservar seus benefícios como cidadão e, consequentemente, os incluir no mercado de trabalho. Logo, a falha estatal se mostra prejudicial e fere não apenas aos direitos civis garantidos no Brasil, mas também um princípio básico: a dignidade humana.

Além disso, é válido salientar que a sociedade também é uma peça fundamental para atenuar a problemática. Prova disso, a pesquisa “Perigos da Percepção” realizada pelo instituto francês Ipsos, com mais de 40 países, colocou a população do Brasil entre as cinco que mais desconhece sobre suas mazelas e, inclusive, a respeito do preconceito sofrido por deficientes - como surdos. Isso denota, sobretudo, a necessidade de modificar o pensamento social para contribuir com a inclusão dessa parcela na sala de aula, por exemplo.

Infere-se, portanto, que ações sejam tomadas para superar os desafios na formação dessa classe no Brasil. Dessa forma, compete ao Ministério da Educação, em parceria com a iniciativa privada, criar o projeto Educação Mais Inclusiva, por meio da destinação de verbas públicas. Isso, será feito com o objetivo de reconstruir a imagem do surdo e garantir a entrada e o término deles nos cursos ao oferecer aparato psicológico e financeiro. Assim, será possível não só fazer jus às teorias keynesianas, mas também, gradativamente, a uma educação inclusiva, legítima e plural.