ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil
Enviada em 12/12/2020
Educação, um direito de todos e um dever do Estado. De acordo com o art. 205 da Constituição federal de 1988, é responsabilidade do Governo assegurar o acesso à educação de qualidade a todos os indivíduos, visando o preparo para o exercício da cidadania e qualificação no mercado de trabalho. Contudo, muitos surdos enfrentam dificuldades em ingressar em uma instituição de ensino, devido aos preconceitos sofridos por essas pessoas em consonância à ausência de infraestrutura e preparação de profissionais especializados, que corroboram para a exclusão social dessa classe. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade.
A priori, a queda da Bastilha, em 1879, na França, proporcionou pelo mundo uma série de mudanças, bem como, a disseminação de ideias iluministas de liberdade, igualdade e fraternidade. Sendo assim, esse fator histórico contribuiu para o avanço das lutas de direitos coletivos e inclusão de pessoas na sociedade. Todavia, uma situação que está sendo bastante discutida no atual cenário brasileiro, é a questão dos desafios enfrentados por deficientes auditivos no que se refere a inserção no âmbito social, uma vez que sofrem preconceitos e discriminação por apresentarem dificuldades em se comunicar, em relacionar-se com pessoas e desenvolver atividades do cotidiano.
Somando-se a isso, a criação de escolas especializadas para surdos durante o governo de D.Pedro II, permitiu que esses indivíduos conseguissem ganhar espaço na sociedade e no mercado de trabalho, proporcionando, assim, uma melhoria na qualidade de vida e a diminuição do preconceito. Entretanto, ainda assim existem graves problemas no sistema educacional brasileiro, visto que a maioria das escolas não oferece as mesmas condições pedagógicas de ensino, comparado aos alunos ouvintes, e também não dispõem de professores capacitados na língua de sinais, segunda oficial do Brasil, a qual é fundamental para inclusão de estudantes surdos nas escolas.
Destarte, com o objetivo de cumprir o legado de Nelson Mandela, de que à educação é o segredo para transformar o mundo, o Tribunal de Contas da União deve direcionar capital por intermédio do Ministério da Educação, no qual será investido na construção de escolas especializadas para deficientes auditivos em todo o Brasil e a capacitação de professores e alunos na língua de sinais, com o intuito de ampliar o acesso à educação aos surdos e combater o preconceito e exclusão desses indivíduos. Ademais, é vital o empenho do Governo junto as escolas na elaboração de campanhas públicas, através das redes sociais e mídias, visando conscientizar a população acerca da importância do deficiente auditivo para a sociedade, além de promover o respeito às diferenças e instigar de fato, uma educação inclusiva no Brasil.