ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil
Enviada em 03/01/2021
No Brasil, há uma grande dificuldade em inserir as pessoas com deficiência auditiva no meio social. Nesse sentido, percebe-se que as escolas públicas não dispõem de estrutura eficaz para alfabetizar as pessoas com déficit. Por outro lado, as escolas privadas oferecem um atedimento melhor. Diante desse contraste, urge que o Ministério da Educação atue de maneira singular para solucionar esse impasse.
Nesse âmbito, Paulo Freire afirma: “não há saberes mais ou saberes menos, há saberes diferentes.” No que tange ao pensamento do filósofo, observa-se que as pessoas surdas vivem o desafio de não conseguirem se inserir no meio social, pois, ao contrário da frase exposta pelo autor, os saberes das pessoas com déficit são diferentes. Isso porque o poder público não cumpre o seu papel enquanto agente fornecedor de direitos mínimos, uma vez que não proporciona aos surdos o acesso à educação com qualidade.
À vista disso, em 2012, foi sancionada a lei número 10.436, que reconhece a Língua Brasileira de sinais (Libras) como a segunda língua oficial do país. Nesse viés, percebe-se que a aplicação da lei é ineficiente, uma vez que, as escolas brasileiras não estão adaptadas para receberem as pessoas surdas. Ademais é preciso de profissionais capacitados em Libras e há uma carência relevante no Brasil. Logo, tem uma necessidade de buscar métodos que contribuam para melhorar o ensino das pessoas com deficiência auditiva.
Portanto, urge que o Ministério da Educação, por meio de recursos advindo do FUNDEB (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica), destine mais recursos para estruturar o sistema educacional público, bem como a formação de intérprete de Libras para inclusão de alunos em todas as escolas. Desse modo, as escolas terão estrutura para educar as pessoas com deficiência auditiva, por conseguinte, melhorar as condições educacionais e sociais desse grupo.