ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil
Enviada em 04/01/2021
No Brasil, há uma grande dificuldade em inserir as pessoas com deficiência auditiva no meio social. Nesse sentido, percebe-se que as escolas públicas não dispõem de estrutura eficaz para alfabetizar as pessoas com déficit. Por outro lado, as escolas privadas, oferecem um atendimento melhor. Diante desse contraste, urge que o Ministério da Educação atue de maneira singular para solucionar esse impasse.
Nesse âmbito, Paulo Freire afirma: “não há saberes mais ou saberes menos, há saberes diferentes.” No que tange ao pensamento do filósofo, observa-se que os surdos vivem o desafio de não conseguirem se inserir no meio social, pois, ao contrário da frase exposta pelo autor, os saberes das pessoas com déficit são diferentes. Isso porque o poder público não cumpre o seu papel como agente fornecedor de direitos, uma vez que não oferece acesso à educação com qualidade.
À vista disso, em 2012, foi sancionada a lei número 10.436, que reconhece a Língua Brasileira de sinais (Libras) como a segunda língua oficial do país. Contudo, percebe-se que a aplicação da lei é ineficiente, uma vez que as escolas brasileiras não estão adaptadas para receberem as pessoas surdas. Ademais, é preciso de profissionais capacitados em Libras, pois, há uma carência relevante no Brasil. Logo, tem-se uma necessidade de estruturar o sistema educacional brasileiro e, assim, amparar as pessoas com deficiência auditiva.
Portanto, urge que o Ministério da Educação, por meio de recursos advindos do FUNDEB (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica), destine mais recursos para estruturar o sistema educacional público, bem como a formação de intérprete de Libras para inclusão de alunos em todas as escolas. Desse modo, as escolas terão estruturas para educar as pessoas com deficiência auditiva, e por conseguinte, melhorarão as condições educacionais e sociais desse grupo.