ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil
Enviada em 06/01/2021
Ainda no decorrer do século XXI, mesmo que os surdos tenham conquistado diversos direitos por meio de sua luta, como asseguração da cidadania pela constituição e também o reconhecimento das Libras como língua legitimada, atualmente, são muitos os obstáculos enfrentados por eles, tais como o capacitismo, inserção no mercado de trabalho e uma educação inclusiva de qualidade. Sendo assim, é de extrema importância para a dignidade dos surdos a reversão do quadro de negligência estatal.
Nesse sentido, vale ressaltar que falta nas escolas infraestrutura para o acolhimento adequado das pessoas com deficiência. Isso devido a falta de investimentos em professores especializados, matérias de Libras, bem como a despreocupação com educação de qualidade para eles. Dessa maneira, é possível perceber a clara reflexão do fenômeno “Cidadãos de Papel” de Gilberto Dimenstein a qual afirma que a garantia dos direitos sociais e civis estão apenas no papel, não sendo efetivado na vida de todos, resultando na marginalização e consequentemente em um “apartheid educacional” .
Outrossim, documentos históricos relatam que a deficiência era considerada monstruosidade em várias sociedades, como em Esparta e no Egito, por isso, indivíduos fora do padrão poderiam ser queimados vivos, torturados e mortos. Hoje, embora o tratamento não seja o mesmo, o preconceito persiste e implica em marginalização e exclusão inclusive no mercado de trabalho. Corrompendo, assim, a dignidade desses indivíduos. Destarte, urge que a Escola, como órgão capaz de promover a transformação social, realize por meio de palestras, debates que respeitem às diferenças e busquem pela inclusão, a fim de enfrentar os esteriótipos e desafios dos surdos. Além disso, cabe ao Ministério Da Educação, investir, por meio de recursos financeiros na capacitação de professores , bem como acrescentar na grade curricular a matéria de Libras, proporcionando uma educação inclusiva e de qualidade e fazendo com que deixem de ser “Cidadãos de Papel”.