ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil
Enviada em 07/01/2021
A Globalização, difundida no século XVIII, permitiu o avanço de um mundo caracterizado por facilitar as diversas comunicações coletivas. Nesse contexto, evidencia-se a constituição de uma sociedade interligada em seus setores, dos quais em contapartida, devido a negligência governamental, regressam em oferecer o estabelecimento de uma qualitativa formação educacional para os surdos no Brasil. Em razão disso, tem-se não só o desafio de uma cristalizada invisibilidade à pessoa com deficiência, mas também, a carência reflexiva; fatores esses que necessitam ser debatidos.
Em primeira instância, é certo que que a invisibilidade social, somada a negligência governamental, promove diretamente na difusão dos desafios para a formação educacional dos surdos. Essa situação se deve a dificuldade de acesso aos centros especializados em atender esses indivíduos, dos quais na teoria, já possuem os seus direitos educacionais previstos na Constituição de 1988; todavia, na prática, presume-se o contrário. Ou seja, torna-se inquestionável o desenvolvimento da desvalorização de um conjunto de indivíduos que se tornaram vítimas de um sistema do qual se atenta apenas a quem pode lhe oferecer um rápido e fácil lucro estatal.
Consequentemente a esse excasso olhar às pessoas surdas, infere-se a cristalizada carência reflexiva de um corpo social negligente em possibilitar a igualdade de acesso à educação no Brasil. De maneira que essa errônea ação pode ser comparada a obra “O Abaporu” de Tarsila do Amaral, responsável por retratar um corpo com sua cabeça menor, sendo desproporcional ao restante dos membros. Nesse sentido, entende-se que o desafio de se prestar uma visibilidade maior as pessoas surdas têm ocasionado um distanciamento da reflexão necessária de que se deve incluir e acessibilizar todo o caminho necessário para suas devidas formações de ensino.
Tendo em vista os aspectos mencionados, é dever do Poder Executivo, em parceria com o Ministério da Educação, garantir políticas públicas destinadas as pessoas deficientes. De modo que se ofereça um levantamento de dados oficiais - por meio de reuniões mensais e obrigatórias com os representantes das escolas - que possam mostrar quais cidades não fornece centros de ensinos especializados. Efetuando assim na exigência de se incluir toda a coletividade na educação; garantindo então não só em sua visibilidade, bem como na construção reflexiva de se romper os desafios para a formação dos surdos no Brasil.