ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil

Enviada em 06/01/2021

Promulgada pela Organização das Nações Unidas em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos prevê acesso à educação de qualidade e bem-estar social para todas as pessoas. Entretanto, ao considerar o processo educacional de surdos no Brasil, percebe-se que essa parcela da população não usufrui corretamente desses direitos universais. Nesse cenário, é indubitável que se discuta sobre os fatores que levam a esse quadro e, deste modo, encontrar soluções para essa problemática.

Primeiramente, falta ações mais efetivas por parte do Estado que promovam uma melhor educação para pessoas surdas. Firma essa questão, o fato de que muitas escolas não têm profissionais capacitados para atender esses alunos, ou possui poucos deles para suprir a demanda. Nessa lógica, ao tomar como base o filosofo contratualista John Locke, nota-se uma falha do Estado com a população brasileira, pois é dever dessa instituição garantir a todas pessoas uma educação de qualidade. Logo, é mister que medidas sejam feitas no setor educativo para promover uma melhor educação às pessoas com surdez.

Em segundo lugar, a falta de inclusão social voltada para esse público nas escolas é um ponto que intensifica as dificuldades do processo de ensino-aprendizagem de pessoas surdas. Nesse contexto, dificilmente um deficiente auditivo se sentirá incluído numa turma em que seus colegas não conseguem compreender sua língua. Assim, ao considerar o professor brasileiro Pulo Freire, ao dizer que a educação é capaz de mudar as pessoas e, deste modo, estas serão capazes de mudar o mundo, torna-se imprescindível que ações educativas sejam adotadas para favorecer a comunicação e socialização entre pessoas com e sem surdez.

É necessário, portanto, que haja melhorias na educação brasileira a fim de superar os desafios da formação educacional de surdos. Para isso, o Ministério da Educação deve implementar a disciplina de Libras em todos os anos do Ensino Fundamental e Médio. Além disso, as aulas deverão ser ministradas por professores capacitados. Ademais, esses profissionais deverão explorar, principalmente, atividades que promovam o diálogo entre os alunos, como os jogos, por exemplo. Ações como essa facilitarão o processo de comunicação e socialização, irá favorecer a promoção da inclusão dos surdos e garantirá uma educação de qualidade como prevê a Declaração Universal dos Direito Humanos.