ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil

Enviada em 15/01/2021

No Art. 6 da Constituição brasileira de 1988, é garantido à todos os cidadãos o direito à educação. Entretanto, a parcela da população que possui deficiência auditiva não tem acesso completo a esse direito. Isso se dá pelo despreparo docente em relação à comunicação em Libras e a dificuldade de socialização do sujeito surdo na comunidade escolar.

Primordialmente, os professores em sua maioria não sabem a Linguagem Brasileira de Sinais (Libras), a segunda língua oficial do país e a principal usada pelos surdos. Esta não sapiência torna muito difícil a ministração para alunos desprovidos de audição. Tal fenômeno ocorre apesar do Art. 28 da Constituição obrigar o Estado a desenvolver aulas de Libras, que mesmo que não obrigatórias, deveriam ser tomadas pelos professores afim de melhorar suas aulas.

Além disso, a socialização é parte essencial da experiência escolar. Caso o sujeito não consiga interagir com seus colegas, ele jamais estará completamente incluso. Segundo o psicanalísta fancês Jacques Lacan, não so as interações humanas se dão pela linguagem, mas é nesse encontro com o outro que podemos vir a nos conhecer melhor. Por conseguinte, é de imenso interesse, tanto para surdos, tanto para ouvintes, o aprendizado da Libras.

Portanto, é de extrema importância que o Estado tome atitudes para acolher os deficêntes auditivos no espaço escolar. Para disseminar a Libras pela população ouvinte afim de integrar a população surda no âmbito de ensino, urge que o Ministério da Educação faça a inserção da Linguagem Brasileira de Sinais no currículo escolar obrigatório de todas as instituições de ensino básico brasileiras por meio da alteração do mesmo. Somente desta forma poderemos ter uma sociedade mais integrada e cada vez mais próxima do que foi idealizado pela Constituição.