ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil

Enviada em 15/01/2021

Em sua obra “O Cidadão de Papel”, o escritor brasileiro Gilberto Dimenstein disserta que, embora o país apresente um conjunto de leis bastante consistente, elas se atêm, de forma geral, ao plano teórico. Dessa forma, a conjuntura dessa análise configura-se no Brasil atual, haja vista que, apesar de ser um direito constitucionalmente garantido, há impasses para que a educação de surdos no Brasil encontre-se efetivada. Esse cenário nefasto ocorre não só em razão da falta de acessibilidade, mas também devido à falta de inclusão.

Nesse contexto, faz-se necessário ressaltar a dificuldade no acesso às escolas por parte dos deficientes auditivos.  De acordo com o portal de notícias G1, nos últimos anos a maioria dos deficientes sofrem com falta de vagas e infraestrutura tanto em escolas públicas quanto em escolas particulares. Logo, é inadmissível aceitar que tais deficientes não consigam um direito básico presente na constituição.

Por conseguinte, a falta de inclusão torna-se outro desafio a ser combatido, tendo em vista que a maioria, dentre os deficientes, sofre constantemente com preconceitos. De acordo com o Art. 5º da Constituição Federal do Brasil, todos são iguais perante a lei, pois então, inferiorizar uma pessoa por sua deficiência é de uma insensatez absurda.

Dado o exposto, para que na obra de Gilberto Dimenstein torna-se o uso das leis fora do plano teórico, é mister que haja intervenção por parte do Governo Federal, para a criação de leis as quais, por meio da votação no plenário, viabilizam o fácil acesso à educação com projetos infra estruturais apresentados à escolas e punições para aqueles que atacarem ou desrespeitarem os deficientes. Apenas dessa maneira o desafio será cumprido e estaremos mais perto da igualdade.